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Vistoria constata vários problemas no Hospital Regional de Paraíso

25/06/2018 15h24 | Atualizado em: 26/06/2018 18h00

Fotos: Divulgação/Loise Maria Um dos problemas constatados durante inspeção realizada pela Defensoria Pública é a deterioração dos equipamentos hospitalares; máquina de raio-x, por exemplo, tem mais de 28 anos

Uma vistoria da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) realizada no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins, a 61 Km de Palmas, identificou diversas falhas quanto a infraestrutura, assistência de saúde e, ainda, falta de insumos e equipamentos. A inspeção foi feita por intermédio do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), na quinta-feira, 21, sob a supervisão do coordenador do Núcleo, o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, e a defensora pública Letícia Amorim, da 5ª Defensoria Pública de Paraíso.

O hospital guarda um único aparelho de raio-x, que já opera há mais de 28 anos. Conforme apuração do Nusa, a máquina é velha e arcaica, trabalhando com muita deficiência, por isso, necessita ser trocada urgentemente por uma nova. A unidade, que recebe pessoas de diversas cidades do entorno, tem como maior problema a necessidade de reparos, tanto nos aparelhos quanto à infraestrura do prédio.

Em relação ao abastecimento de medicamentos, a demanda é reduzida. Além disso, faltam carros administrativos e ambulâncias. Os poucos veículos que atendem ao hospital estão deteriorados, prejudicando o atendimento à comunidade.

Cirurgias

Há prejuízos, inclusive, quanto à realização de cirurgia. Muitas são canceladas em virtude de problemas como falta salas para operar, mesa de cirurgia velha, falta de instrumentador cirúrgico, arco cirúrgico (equipamento de raio-X adaptado para ser usado dentro do centro cirúrgico) e artroscópio (instrumento que é inserido na cavidade de uma articulação para examiná-la meticulosamente) em péssima qualidade.

Muitas delas são canceladas também por falta de profissionais de saúde. Os anestesistas, por exemplo, não realizam cirurgias fora da carga horária e os ortopedistas não operam por falta de anestesistas. “A falta de profissionais, bem como a carga horária estabelecidas nas escalas, aponta a deficiência ou até mesmo a falta de serviços necessários, tendo em vista que não fecham o mês de forma contínua”, aponta o defensor. Cirurgias ortopédicas são feitas dependendo da complexidade, visto que o local não conta com Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os profissionais que atuam no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins relatam insegurança no local, citando frequentes casos de ameaça, até mesmo por arma de fogo, seja por parte de pacientes ou até de pessoas da comunidade. Tal situação é preocupante, pois a unidade não conta com equipe de segurança privada.

A vistoria identificou que faltam investimentos por parte do poder público, visto que a grande maioria das melhorias foi feita a partir de doações, a partir de ações beneficentes como rifas, galinhadas e doações, realizadas por iniciativa da própria direção do hospital e funcionários.

 

Com Ascom/DPE-TO

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