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Após matar a própria mãe a facadas, jovem usou sal para "purificar o corpo"

22/05/2018 11h41 | Atualizado em: 23/05/2018 12h11

Reprodução/Facebook Delma França Carvalho de Paulino, de 42 anos, foi morta a facadas e os suspeitos do crime são o filho dela, de 17 anos, e a namorada do jovem, uma menor de 16; crime teria ocorrido durante um ritual de magia negra

REDAÇÃO
REDE TO


Após uma semana foragido, o adolescente suspeito de matar a própria mãe, a professora Delma França Carvalho de Paulino, de 42 anos, em Palmas prestou depoimento, nesta segunda-feira, 21. Acompanhado do pai e de um advogado, o menor, de 17 anos, foi ouvido pelo delegado Guido Camilo Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da capital. A delegada Antônia Ferreira dos Santos, da Delegacia da Criança e do Adolescente também esteve na oitiva. 

Antes, a namorada do jovem, de 16 anos, já tinha sido interrogado pelo titular da DHPP. Ela disse que o adolescente fingiu que ia abraçar a mãe e aplicou uma gravata na mulher. Depois, segundo relato da menor, o suspeito cortou o pescoço da professora e desferiu uma facada no coração dela. A garota admitiu que ajudou o rapaz a ocultar o corpo da mãe dele. O casal limpou a cena do crime e usou sal para conservar o cadáver, escondido em um banheiro em obras no quintal da casa da educadora. 

O delegado acredita que o crime foi planejado, já que os menores, um dia antes do crime, compraram barracas e mochilas com o objetivo de fugir. A jovem contou que ela e o namorado ouviam vozes que ordenavam que eles matassem Delma para, assim, "acabar com o sofrimento" da professora.  


De acordo com Guido Camilo, os dois adolescentes tiveram a internação provisória decretada pela Vara da Infância e Juventude. Como não têm 18 anos, eles devem ser indiciados por ato infracional análogo ao de homicídio e ficar internados por um período que pode chegar até três anos.

Ritual de magia negra

A polícia acredita que a professora Delma França foi morta em um ritual de magia negra. Em seu depoimento, a adolescente confessou que o casal vinha estudando o assunto há algum tempo.

A polícia decidiu questionar a menor sobre supostos rituais ocultistas depois que apreender, na casa da professora Delma, uma agenda que pertenceria aos jovens com anotações macabras. Na caderneta, foram encontradas instruções de como proceder em um ritual de magia negra. 

Além da apreensão da agenda com procedimentos bizarros, outros fatos também chamaram a atenção da polícia. Conforme a perícia realizada na cena do crime, o corpo da professora estava em uma posição ritualística e várias partes dele estavam cobertas de sal. O sal serviria para "purificar o corpo".

O casal passou a condição de suspeito após sumir no dia do crime. A adolescente foi localizada no Mato Grosso. Já o filho de Delma só reapareceu, nesta segunda, quando procurou a delegacia. 

O crime

Natural de Araguatins e professora em um centro municipal de Educação Infantil, Delma França Carvalho de Paulino foi morta com 10 facadas, na última terça-feira, 15, na Quadra 407 Norte, em Palmas. Os golpes atingiram o tórax e o pescoço da professora. O corpo foi encontrado à noite, pelo irmão dela, Raimundo Alves Carvalho, em um banheiro em construção no quintal da residência da vítima.

Raimundo disse que, durante todo o dia, ele e o companheiro de Delma tentaram falar com a educadora, mas ela não atendia as ligações, nem respondia as mensagens. O irmão da professora contou ainda que a última vez que a viu com vida foi no começo da manhã do dia 15, na companhia do filho e da namorada dele. "Ela (Delma) estava dando conselhos para eles na calçada", afirmou. 

Segundo Raimundo, na parte de trás da casa de Delma há duas quitinetes. Ele relatou que mora em uma e na outra, residia o menor e a adolescente. Com o sumiço do filho da professora e da namorada, a família passou a apontá-los como suspeitos do assassinato. "Se realmente foi ele, não havia nada que justificasse o crime", declarou o irmão da vítima. 


 

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