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Adolescente pode ter matado mãe a facadas em ritual de magia negra

21/05/2018 14h00 | Atualizado em: 22/05/2018 12h30

Reprodução/Facebook A professora Delma França Carvalho Paulino, de 42 anos, foi assassinada com 10 facadas no último dia 15, em Palmas; o filho e a namorada dele são os principais suspeitos do crime

REDAÇÃO
REDE TO


A professora de Palmas Delma França Carvalho Paulino, de 42 anos, pode ter sido assassinada em um ritual de magia negra. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 21, pelo titular da Delegacia de Homicídios e Proteção da capital, Guido Camilo. A Delegacia da Criança e do Adolescente da capital ouviu, nesta segunda, uma adolescente suspeita de participação no crime. A menor é namorada do filho da vítima, que também é investigado.

De acordo com Camilo, em seu depoimento, a adolescente, de 16 anos, confessou envolvimento com o homicídio. Ela disse, porém, que apenas ajudou o filho de Delma a esconder o corpo da mãe e que as facadas que tiraram a vida da professora foram desferidos pelo namorado.

A menor negou que a professora tenha sido assassinada em um ritual, mas admitiu que ela e o namorado vinha estudando magia negra há algum tempo. Na versão da suspeita, o casal não era praticante, limitando-se apenas a buscar informações na internet sobre o assunto. 

A polícia decidiu questionar a adolescente sobre supostos rituais ocultistas depois que apreender, na casa da professora Delma, uma agenda que pertenceria aos jovens com anotações macabras. Na caderneta, foram encontradas instruções de como proceder em um ritual de magia negra. 

Além da apreensão da agenda com procedimentos bizarros, outros fatos também chamaram a atenção da polícia. Conforme a perícia realizada na cena do crime, o corpo da professora estava em uma posição ritualística e várias partes dele estavam cobertas de sal.

O casal passou a condição de suspeito após sumir no dia do crime. Segundo o delegado do caso, a adolescente foi localizada no Mato Grosso. Já o paradeiro do filho de Delma, de 17 anos, continua desconhecido. Há um mandado de internação provisória contra ambos. 

O inquérito segue sob a responsabilidade da DHPP, que deve continuar ouvindo testemunhas nos próximos dias. Entre elas estão parentes e vizinhos de Delma. Qualquer informação que possa ajudar a encontrar o filho da professora deve ser repassada pelos telefones "197" da PC e "190" da Polícia Militar. 

O crime


Delma França Carvalho de Paulino foi morta com 10 facadas, na última terça-feira, 15, na Quadra 407 Norte, em Palmas. Os golpes atingiram o tórax e o pescoço da professora. O corpo foi encontrado à noite, pelo irmão dela, Raimundo Alves Carvalho, em um banheiro em construção no quintal da residência da vítima.

Raimundo disse que, durante todo o dia, ele e o companheiro de Delma tentaram falar com a educadora, mas ela não atendia as ligações, nem respondia as mensagens. O irmão da professora contou ainda que a última vez que a viu com vida foi no começo da manhã de terça, na companhia do filho e da namorada dele. "Ela (Delma) estava dando conselhos para eles na calçada", afirmou. 

Segundo Raimundo, na parte de trás da casa de Delma há duas quitinetes. Ele relatou que morava em uma e na outra, residia o menor e a adolescente. Com o sumiço do filho da professora e da namorada, a família passou a apontá-los como suspeitos do assassinato. "Se realmente foi ele, não havia nada que justificasse o crime", declarou o irmão da vítima. 

Delma

Natural de Araguatins, Delma França trabalhava em um  dos centros municipais de Educação Infantil. Querida por colegas e alunos, era considera uma profissional competente e zelosa. O velório foi realizado na Igreja Assembleia de Deus Madureira, na mesma quadra em que a vítima morava, e contou com a presença de dezenas de parentes, amigos e conhecidos. O sepultamento de Delma aconteceu na quinta-feira, 17, em um cemitério de Palmas. 


 

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