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Homem é condenado pela morte da própria esposa em Ananás

O crime aconteceu em março do ano passado; mulher morreu estrangulada

17/05/2018 16h16 | Atualizado em: 18/05/2018 20h03

Ilustração Júri condenou Israel Rodrigues da Silva a pena de 21 anos de reclusão pela morte da companheira dele, Ivoneide Vieira dos Santos, na noite de 31 de março de 2017; mulher morreu estrangulada por corda enquanto dormia

O primeiro caso de feminicídio da Comarca de Ananás, no extremo-norte do Tocantins, foi a júri popular, nesta quarta-feira, 16, resultando na condenação de Israel Rodrigues da Silva a pena de 21 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicialmente fechado, sem possibilidade de recorrer em liberdade. Ele confessou ter assassinado sua companheira Ivoneide Vieira dos Santos na noite de 31 de março de 2017.

O Tribunal do Júri acatou as teses de acusação apresentadas pelo Ministério Público Estadual (MPE), reconhecendo como qualificadoras para o crime, além do feminicídio, a motivação fútil, o emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e a prática de asfixia por estrangulamento.

Segundo a acusação, Israel Rodrigues cometeu o crime para que pudesse negociar uma área rural de propriedade do casal, já que Ivoneide Vieira estava resistente à venda. Ele aproveitou-se do momento em que a companheira dormia para estrangulá-la com uma corda, fato que causou sua morte por asfixia, conforme aponta laudo pericial. Não houve discussão entre eles na noite do crime.

Ainda de acordo com a acusação, Ivoneide sofria constantes ameaças de morte por parte de seu companheiro e, inclusive, havia brigas ente eles em razão da resistência da vítima em vender o imóvel rural.

O casal possuía dois filhos, de 8 e 6 anos de idade. Ivoneide Vieira tinha mais uma filha, adolescente, de 13 anos.

A acusação do réu durante a sessão do Tribunal do Júri foi realizada pelos promotores de Justiça Celsimar Custódio Silva e Guilherme Cintra Deleuse. Após o conselho de sentença reconhecer a autoria e as quatro qualificadoras do crime, a pena de 21 anos de reclusão foi estabelecida pelo juiz Vandré Marques e Silva. 

 

Com Ascom/MPE-TO

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