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Economia

Balança comercial do TO registra queda de 29% no primeiro trimestre do ano

02/05/2018 21h01 | Atualizado em: 03/05/2018 11h08

Divulgação Estado teve crescimento nas importações e redução nas exportações; Pedro Afonso se destaca como grande exportadora

A Balança Comercial, compilação de dados realizada pelo Centro Internacional de Negócios do Tocantins (CIN/TO) da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), demonstrou uma redução de 29% no saldo do 1º trimestre de 2018 em comparação ao mesmo período do ano passado. Isso é resultado da queda de 11% das exportações (total de US$ 104,9 milhões) do estado e aumento de 7% nas importações (total de US$ 61,9 milhões). O estudo completo está disponível neste link

Apesar do resultado negativo, o estado ainda apresenta uma situação melhor que a média da região Norte que apresentou queda de 59%. Quando considerado todo o Brasil, o resultado da Balança Comercial teve redução de 3% no saldo. A participação do Tocantins na economia da região Norte e de todo o país é ainda considerada baixa. Em relação à Região Norte, a participação do estado é de 3% nas exportações e 2% nas importações. Já no saldo total da Balança brasileira, o Tocantins tem uma participação de 0,3%: 0,2% das exportações e 0,2% das importações nacionais. O estado do Tocantins se destaca na exportação de soja (US$ 60 milhões) e de carne bovina (US$ 29 milhões) e tem como principais parceiros comerciais países como a China (45,21%), Hong Kong (15,13%) e Espanha (12,66%). Dos produtos exportados, 99% são industrializados e 1% produtos básicos.

“O Tocantins segue exportando produtos básicos e importando produtos industrializados. Um dos motivos dessa grande diferença é que nosso principal importador é a China e a demanda chinesa é concentrada em produtos de baixo valor agregado que, consequentemente, ganham importância. Este cenário reforça a necessidade de agregarmos valor aos nossos produtos e fortalecer a indústria da transformação para minimizar a exportação somente de produtos básicos”, avalia a gerente da Unidade de Desenvolvimento Industrial, Amanda Barbosa. Mesmo com a queda nas exportações, a gerente destaca que a partir do acompanhamento de dados do setor produtivo, há uma expectativa de recuperação nos próximos meses já que a safra do principal produto exportado, a soja, sofreu um atraso no plantio e colheita mas mantém projeção de crescimento.

O destaque na importação é o gasóleo – óleo diesel (US$ 20 milhões) e o estado importa principalmente dos Estados Unidos (36,92%), China (14,83%) e Rússia (13,74%). Desses produtos importados, 97% são industrializados e 3% produtos básicos.

Estado

No Tocantins, a cidade de Pedro Afonso apresentou um crescimento de 587% nas exportações em comparação ao 1º trimestre de 2017, alcançando a primeira posição no ranking do estado. A cidade exportou um total de US$ 46.951.309, o que representa 33% de participação. As cidades de Araguaína (17% de participação) e Palmas (10% de participação) também se destacaram com um alto crescimento. Porto Nacional (55%) e Palmas (41%) são as cidades que mais importaram. Em 3º lugar ficou a cidade de Xambioá, que apresentou um crescimento de 1.143,8% e agora responde por 2% das importações. 

 

Da Ascom/FIETO

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