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Jovem que tentou matar ex com facão será levado a júri popular

27/03/2018 12h11 | Atualizado em: 27/03/2018 12h28

Fotos: Divulgação Divino da Silva Marinho é acusado de tentar matar a ex-namorada, Milena Abreu de Moura, porque ela não queria reatar o relacionamento com ele

REDAÇÃO
REDE TO

 

O juiz Francisco Vieira Filho, da 1ª Vara Criminal de Araguaína, no norte do Tocantins decidiu, nesta terça-feira, 27, levar a júri popular Divino da Silva Marinho. Denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio triplamente qualificado, o jovem é acusado de tentar matar a ex-namorada, Milena Abreu de Moura (foto ao lado), com golpes de facão em novembro do ano passado. 

Na decisão de pronúncia, o magistrado ressaltou que "a prova da ocorrência do fato criminoso doloso contra a vida (materialidade delitual) está demonstrada através do laudo de exame pericial" e "há indícios suficientes de autoria do fato pelo acusado". A agressão, segundo a vítima, consistiu em vários golpes de facão contra seu rosto e corpo porque o denunciado não aceitava o término do relacionamento amoroso.

Filho ressaltou que caberá ao Tribunal do Júri definir se esse foi o real motivo da agressão e se está configurada ou não a circunstância qualificadora motivo torpe. Ainda de acordo com o juiz, caberá ao Conselho de Sentença definir se os golpes de facão que atingiram a vítima lhe causaram intenso e desnecessário sofrimento e se está configurada ou não a circunstância qualificadora meio cruel.

O magistrado afirmou também que é provável que a vítima seja mais fraca fisicamente que o agressor, que estava desarmada, e que não esperava a agressão da forma e intensidade como ocorreu. "Por isso, admitirei provisoriamente a qualificadora recurso que impossibilitou a defesa da vítima", frisou. "É possível que o fato tenha sido praticado por razões da condição de sexo feminino da vítima no âmbito de relação doméstica dada a proximidade do acusado com a vítima por causa de relacionamento amoroso mantido. Caberá ao tribunal acolher ou não essa circunstância qualificadora", completou o magistrado. 

Relembre 

A tentativa de homicídio ocorreu na madrugada de 17 de novembro de 2017, na avenida Via Lago. Milena foi atacada quando deixava a festa de aniversário da cidade. A jovem foi golpeada com um facão e uma barra de ferro. Ela teve fraturas expostas na mandíbula e mão direita, além de ferimentos nos braços e pernas. O suspeito só parou as agressões depois que a ex-namorada fingiu que estava morta.

Depois do crime, Divino roubou uma moto em Araguaína e fugiu em direção a Nova Olinda. O suspeito abandonou a motocicleta, tentou roubar outras duas para continuar a fuga, mas como não conseguiu, acabou decidindo se esconder em uma chácara perto do Daiara, onde mantinha contato com familiares.


De acordo com o delegado José Rerisson Macedo Gomes, responsável pelas investigações, a polícia instalou um aparelho de GPS no carro de um parente do suspeito - o veículo estava em uma oficina, e, assim, conseguiu localizar o paradeiro de Divino.

Na época da prisão, Divino disse que agrediu Milena porque a jovem não quis reatar o relacionamento com ele. O suspeito afirmou que estava bêbado no dia do crime. Alegando arrependimento, ele pediu perdão à vítima e à família dela. 
 

 

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